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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Poema para ver crescer

Poema para ver crescer - 13/04/2011


Vai, sem pressa, vai.
Com um sorriso maroto.
Com os olhos famintos, devorando o mundo a conhecer.

Vai, sensível, vai.
Com o ombro disposto a suportar
Todo aquele que a vida lhe trouxer
Todo aquele que amigo se fizer.

Vai, sempre herói.
Não se importanto com rótulos.
Não temendo a luta para Ser.
Humano, sempre amando a todos que encontrar.

Filho, amigo, meu herói.
Vai, com a benção do Pai.
Tu serás maior, tu serás melhor.

Vai, amado, vai.

Mas lembre-se de voltar,
Como sempre, correndo,
Com os braços abertos, uma risada gostosa, uma 'PAIlavra' em grito.

O meu colo estará pronto para receber
aquele que Deus me deu
para sempre me ensinar
tudo o que sem você fui incapaz de aprender.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Poesia - Oscar Wilde

Ouvi essa poesia na Band News nos "Devaneios" do Juca de Oliveira e acho que vale a pena pensar nela, em especial, na época intransigente em que vivemos:

Só consegui o link para e texto aqui!

Segue o texto abaixo:

Loucos e Santos
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde

terça-feira, 29 de julho de 2008

Poesia - Mario Quintana

REPARA como o poeta humaniza as coisas:
dá hesitações às folhas, anseios ao vento.
Talvez seja assim que Deus dá alma aos homens...

Mário Quintana. (in Ricardo Gondim)