terça-feira, 17 de abril de 2012

Conversa de Homem para Homem

Ontem o Mateus me surpreendeu por duas vezes.
A primeira, quando vieram me pegar no trabalho para voltar para casa.
Ele já havia conversado com a Jaque, mas me disse: Estou preocupado, porque não sei como vou conseguir arrumar uma namorada.
Fazer o quê? Achei que teria essa conversa primeiro com a Giovana e não com ele, em especial, aos cinco anos.
Falei, então, para ele não se preocupar porque nós iríamos ajudá-lo a encontrar alguém legal, principalmente, porque o Papai do Céu estaria procurando alguém legal, também, e bastava que ele conversasse com Deus para ir aprendendo a ouvir a voz Dele e, no momento certo, Deus iria indicar alguém para ele namorar.
Ele me perguntou como eu conheci a Jaque e foi legal falar disso para ele, de como Deus nos uniu.
Disse que o que ele precisa agora é aprender a conhecer a Deus e fazer as coisas de criança, como jogar bola, estudar, brincar, e conhecer mais a Deus. Também falei que nós iríamos ajudar e que, provavelmente, ele iria encontrar sua namorada só na faculdade e que deveria, inclusive, ser sua amiga antes de ser sua namorada.
Parece que ele entendeu :-)

Depois, no fim da noite ele me disse na cozinha, antes subir para dormir: Agora, vamos orar a Deus para que você pare de comer unha.
Oramos juntos, ou melhor, ele orou por mim pedindo para Deus me ajudar a parar de comer unha e eu o agradeci.
Ele disse, antes de subir, que agora, quando eu colocasse a mão na boca Deus iria fazer eu abaixar a mão na mesma hora.

Hoje (17/04/12) de manhã, enquanto tomava banho, ele senta do meu lado e me pede para ver se eu ainda comia unha.

Estou impressionado e muito feliz!

E não é que até agora, quando olho para minhãs mãos eu não consigo nem colocá-las perto da boca?!?!

Que Deus continue fazendo-os crescer em graça, sabedoria e santidade. Com um coração sempre pronto para ouvir e obedecer a Deus. E um sorriso sempre alegre nos lábios.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Jabuticabas

Hoje, na Aula de Introdução à Engenharia Agronômica, o professor sugeriu que fosse feito um texto com alguns elementos que ele apresentou (as palavras sublinhadas).
No início pensei que não iria sair nada de bom, já que o tempo era curto, mas me surpreendi tanto com a criatividade de alguns colegas quanto com o texto que consegui fazer.
Buscando a idéia no texto já conhecido do Ricardo Gondim sobre jabuticabas, eis o texto que saiu:
(aliás, valia uma caixa de bombom, e, pela votação da classe, acabei dividindo a caixa de bombons com outro texto bem interessante de outros colegas. Fica aqui o registro para posteridade :-)

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Jabuticabas

Aprendi algumas coisas com as jabuticabas.
Lembro do tempo em que elas enchiam minha cesta.
Quando jogar bola no campinho era mais importante do que a Copa do Mundo.
Quando os peixes teimavam em fugir do anzol de minha vara de pescar nas tardes vagarosas de um fim de semana que, às vezes, furava sete dias.
Quando, com gosto de bolo de milho na boca - e um grande pedaço na mão - saía com os amigos à caça de passarinhos.
Ainda bem que meu estilingue não tinha cira adequada, o que podia atestar pelos risos que ouvia das minhas prestensas vítimas.
Hoje, eu faço coro com os risos dos pássaros e caçoo de mim mesmo pelo tempo perdido em querer ser 'gente grande' da forma errada.
Para aproveitar cada jabuticaba que ainda existe em meu cesto, procuro escutar mais músicas do que notícias em meu rádio.
Procuro estar mais com a família e amigos para aproveitar uma cuia cheia de chimarrão, ou, mesmo, um café requentado em boa companhia.
E, quando estou sozinho, não penso mais na letargia de um passado saudoso, mas no presente que se constrói com aqueles que, também, têm aprendido a dar valar a cada jabuticaba que existe na cesta.
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terça-feira, 27 de março de 2012

Pais e Filhos

A função dos pais é fazer os filhos chegarem onde não conseguem para, depois, sofrer porque ficou muito fácil para eles chegarem lá!

(Coisas de Jaqueline :-)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Nudez

Os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobrir-se.
Ouvindo o homem e sua mulher os passos do Senhor Deus que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim.
Mas o Senhor Deus chamou o homem, perguntando: "Onde está você? "
E ele respondeu: "Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi".
E Deus perguntou: "Quem lhe disse que você estava nu? Você comeu do fruto da árvore da qual lhe proibi comer?"
Gênesis 3:7-11 - NVI

Após ouvir a mensagem do Cláudio, ele se refere, no final, à pergunta de Deus: "Quem lhe disse que você estava nu?". E, então, pensei diferente.

Sempre imaginei esta frase de Deus como uma repreensão, em especial, pela sua continuação. Mas, agora, gostaria de começar a aprender diferente.

Talvez, a ênfase de Deus, e aqui preciso colocar em uma linguagem que eu possa entender depois, foi mais ou menos assim:

(DEUS) - Adão! Eva! Onde vocês estão? Vamos conversar! Cheguei e estou louco para contar algumas novidades e ouvir o que aconteceu com vocês hoje! Vou começar a esquentar a água. Estou com o gosto daquelas bolachinhas de nata que a Eva faz ontem até agora na minha boca e quero ensinar um acompanhamento excelente para elas! Ei!, aonde vocês estão?!?!

(ADÃO) - Deus, espera um pouco que não estamos encontrando nada apropriado para vestir nessa ocasião! Não podemos nos encontrar contigo sem uma roupa apropriada para esta ocasião...

(DEUS) - Ah! Essa foi boa! Vocês estão preocupados com o quê? Ontem eu vim aqui, como aliás, em todas as outras vezes, e não houve toda essa cerimônia. Com quem vocês acham que vão conversar? Com Deus?!? HAHAHAHAHAHAHAHA

(ADÃO) - É que hoje estamos nos sentindo diferentes, sabe, um pouco despreparados. Nus, talvez, seja a palavra mais adequada...

(DEUS) - Que é isso! Venham logo para cá e vamos conversar! A água já está esquentando. Vou ensinar vocês a fazer café para comerem com aquelas bolachas de nata. É fantástico! Nus ... que idéia! Como se eu não tivesse criado vocês assim! Desde o início vocês estão nus diante de mim. Aliás, essa é a única forma de um relacionamento dar certo. Vocês estarem nus diante de mim e eu me desnudar a vocês...
Adão, a nudez é necessária para a liberdade e um relacionamento pleno. Se você está nu, não pode ser dominado por ninguém. É escondendo coisas que propiciamos o segredo capaz de gerar dominação. Eu fiz vocês à minha imagem e semelhança, sonhadores e capazes de concretizar seus sonhos. E, como não tenho nada o que esconder, fiz vocês nus para que eu, também, estivesse nu diante de vocês. Ora Adão, eu sempre estou nu na presença de vocês. E vocês sempre estão nus na minha presença. Ademais, não pretendo criar roupas! hahahahaha....
Maaaaaaas, peraí!?! Quem foi que disse para vocês que estavam nus!??? (pensativo) ... Nããããããããooooooooo!!!! (assombrado) Vocês comeram da árvore que eu falei para não comer? (tudo, menos irritado) Pá-pá-pá-pá-pá-pára tudo!! Vamos começar de novo: "Quem lhe disse que você estava nu?" Vocês estão brincando, né?! "Você comeu do fruto da árvore da qual lhe proibi comer?"

Segue-se a história e o Ser Humano começou a fazer café (apesar de não conseguir mais ficar nu em seus relacionamentos) na esperança de que Deus pudesse se sentar à mesa com ele novamente.
E sempre que Deus sente esse cheiro, Ele vem ao nosso encontro nu, embora sabendo que irá nos encontrar vestidos...

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Agora, imagino esse diálogo, mais ou menos assim.
Um Deus que é Amor e diz "não acredito que vocês fizeram isso!"
Um Deus que é Amor e diz "Bem... as consequências virão. Vamos continuar a história... Eu estarei aqui!"

Sei que há várias incongruências teológicas que podem ser elencadas, como a soberania ou onisciência de Deus. Mas não me preocupo com isso. Deus continuará sendo tudo o que é com minhas teologias certas ou erradas.
O que entendo é que Ele me chamou e criou para que um relacionamento entre nós pudesse existir. E penso que essa é a ênfase maior de Seu amor: amar um ser completamente incoerente (pecador, na linguagem teológica). E se relacionar comigo nu.

É mais do que hora de eu aprender a fazer café ...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Amor e Justiça

Frases:

"Eu não acredito na Justiça!"
"Eu não confio na Justiça!"

"Estou aprendendo a confiar no Amor!"
"Prefiro confiar no Amor!"
"Quero confiar no Amor!"

"Não é possível que a Justiça vença o Amor!"

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Redação - ENEM 2011

Vi minha nota no ENEM 2011 e apesar de ter ido razoavelmente bem em todas as disciplinas, tive a redação ANULADA. Zerinho. Liguei para saber o motivo e, simplesmente, me informaram que não poderia ser feito nada e não daria mais para recorrer. Aliás, fiquei sabendo que não poderei participar do SiSU porque me deram zero na redação.

Sabe, posso até me conformar com a anulação depois de ser informado do motivo da anulação. Acontece que não é fornecida tal informação e fiquei sem respostas mais claras além das repetições da atendente.

Disseram que minha redação é corrigida por duas pessoas e se houver muita diferença, uma terceira é chamada. Tenho medo até de conhecer quem são essas pessoas.

Eis os textos para a redação em 2011:

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PROPOSTA DE REDAÇÃO

Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema VIVER EM REDE NO SÉCULO XXI: OS LIMITES ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO, apresentando proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Liberdade sem fio
A ONU acaba de declarar o acesso à rede um direito fundamental do ser humano – assim como saúde, moradia e educação. No mundo todo, pessoas começam a abrir seus sinais privados de wi-fi, organizações e governos se mobilizam para expandir a rede para espaços públicos e regiões onde ela ainda não chega, com acesso livre e gratuito.
ROSA, G.; SANTOS, P. Galileu. Nº 240, jul. 2011 (fragmento).


A internet tem ouvidos e memória
Uma pesquisa da consultoria Forrester Research revela que, nos Estados Unidos, a população já passou mais tempo conectada à internet do que em frente à televisão. Os hábitos estão mudando. No Brasil, as pessoas já gastam cerca de 20% de seu tempo on-line em redes sociais. A grande maioria dos internautas (72%, de acordo com o Ibope Mídia) pretende criar, acessar e manter um perfil em rede. “Faz parte da própria socialização do indivíduo do século XXI estar numa rede social. Não estar equivale a não ter uma identidade ou um número de telefone no passado”, acredita Alessandro Barbosa Lima, CEO da e.Life, empresa de monitoração e análise de mídias.

As redes sociais são ótimas para disseminar ideias, tornar alguém popular e também arruinar reputações. Um dos maiores desafios dos usuários de internet é saber ponderar o que se publica nela. Especialistas recomendam que não se deve publicar o que não se fala em público, pois a internet é um ambiente social e, ao contrário do que se pensa, a rede não acoberta anonimato, uma vez que mesmo quem se esconde atrás de um pseudônimo pode ser rastreado e identificado. Aqueles que, por impulso, se exaltam e cometem gafes podem pagar caro.

Disponível em: http://www.terra.com.br. Acesso em: 30 jun. 2011 (adaptado).



DAHMER, A. Disponível em: http://malvados.wordpress.com. Acesso em: 30 jun. 2011.

INSTRUÇÕES:
  • O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  • O texto definitivo, deve ser escrito à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
  • A redação com até 7 (sete) linhas escritas será considerada “insuficiente” e receberá nota zero.
  • A redação que fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo receberá nota zero.
  • A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção.
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Abaixo, transcrevo minha redação na esperança de que o meu vestibular não fique prejudicado por causa dessa abusividade do INEP e, também, torcendo para que o motivo da anulação da minha redação seja a minha ignorância e não a falta de conhecimento e compreensão por parte daquelas pessoas que deveriam corrigir minha prova:

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Conexão Final

  Na interação social que nosso século parece impor ser obrigatória exclusicamente através das tecnologias midiáticas de silício nos deparamos com a inevitabilidade de uma exposição do indivíduo tamanha que o lança ao ponto de se diluir em um coletivo também informe.

  Tudo se publiciza na medida em que o privado tecnológico não é mais restrito a um grupo identitário, porém, o público não se coletiviza, eis que o caldo formado por essa publicidade não ganha sabores específicos que o possam condicionar, mas se matém com a tampa aberta para receber os ingredientes de novas tendênmcias que tanto reformulam seu sabor quanto fazem o anterior ser esquecido.

  Relacionar conceitos de Consciência Social e Respeito aos Direitos Humanos, exatamente pelo fato de o privado, como individual, estar comprometido e ser substituído, normalmente, por um público sem forma rígida e estruturalmente mutável, é a dificuldade a ser superada a qual pode, todavia, ser o próprio dínamo para mudanças.

  Se já lutamos por liberdade e igualdade, uma vez que Público e Privado têm se interpenetrado, talvez seja hora de agregar à luta pela fraternidade, o desejo pela cumplicidade humana.

  Essa cumpliciade parece capaz de dar forma a essa publicidade sem gosto e permitir a efetivação de direitos na medida em que conscientizamo-nos de que nada está desvinculado do TODO em que vivemos.

  O compreender-se cúmplice permitiria tratar o público/privado como integrante de sua própria vida e os efeitos de uma atuação negligente seriam suportados não por outrem, mas por mim.

  Consciência Social, na sociedade moderna, não é vigiar para "corrigir insconscistências dos sistemas", sob a pálida intenção de preservar direitos. Ao contrário, é vigiar menos, porque o único responsável pelas mudanças não é o outro a quem vigio, mas eu mesmo.

  Assim, uma vez que as fronteiras público/privado se encontram derrubadas, outra nao pode ser nossa disposição além de nos darmos as mãos ao invés de reedificar muros, pois em uma aldeia global, a individualidade não prescinde de uma coletividade cúmplice e identificada com o Ser, enfim, Humano.


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Terminei a redação e a escrevi dentro das linhas adequadas. Mas, mesmo assim, tive a redação anulada.

Só restam, agora, as portas do Judiciário Federal para tentar descobrir o porquê de minha redação estar fora dos padrões do MEC.

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A seguir um exemplo de redação que se entende adequada:

Veja aqui o exemplo de uma boa redação com base no tema da prova do Enem 2011 feita pelo professor Rafael Pinna do Colégio de A_Z

O Globo
Publicado:
Atualizado:
Quinze minutos de privacidade
Quando afirmou que, no futuro, todos teriam direito a quinze minutos de fama, Andy Warhol indicou o desejo pela fama como uma tendência da sociedade de massa. A famosa frase foi cunhada no fim da década de 1960, quando a internet só existia como uma rede acentrada ainda com objetivos militares. Hoje, a grande rede se faz presente em boa parte das atividades cotidianas, como as próprias relações interpessoais, uma "'evolução" que transformou a crítica do conhecido artista plástico em uma espécie de profecia a ser seguida. O problema, nesse caso, é que a vida virtual muitas vezes elimina a tênue fronteira entre o público e o particular.
Basta ter uma conta de e-mail ou navegar eventualmente pela internet para perceber os perigos que ela oferece. De fato, invasões de contas e crimes de diversas naturezas tornam a rotina em banda larga pouco segura, transformando informações sigilosas em conteúdo público com a mesma velocidade da comunicação em tempo real. Embora haja uma discussão acerca da correção do caso, o trabalho da organização conhecida como "Wikileaks" evidencia como nem mesmo empresas e governos, com suas redes de seguranças supostamente seguras, estão imunes a esses riscos.
Nem sempre, porém, o problema é fruto de invasões e crimes: o desejo pela exposição e pelo reconhecimento virtual tem levado a perigosos exageros na vida real. Por trás de perfis em redes sociais e de pseudônimos em chats e blogs, muitas pessoas expõem suas intimidades, com frases ou fotografias comprometedoras profissional e socialmente. Prova disso são os casos de demissões e processos causados pela publicação de conteúdos considerados inapropriados, mesmo que isso tenha sido feito em ambientes tipicamente "pessoais". Assim, trata-se de uma ilusão imaginar que a vida em bytes, revelada no interior de um quarto fechado, possa ser dissociada da vida em carne e osso, em ruas e calçadas.
Diante de um panorama complexo, repleto de variáveis, é fundamental buscar caminhos para o estabelecimento de limites entre o público e o privado na grande rede. O primeiro passo deve ser dado pelos governos, com a criação e o aprimoramento de legislações específicas e mecanismos de identificação e punição capazes de inibir crimes relacionados a invasões de privacidade e manifestações preconceituosas. Afinal, o que é sociamente ilegal e imoral na vida real também o é na internet. Na mesma perspectiva, a mídia pode divulgar - tanto no noticiário quanto em dramaturgias - os perigos da exposição na internet, de modo a sensibilizar a sociedade.
Fica claro, portanto, que são necessárias medidas urgentes para evitar uma confusão danosa entre o particular e o público na internet. Contudo, a transformação profunda deve ser feita na nova geração de crianças e adolescentes, que já nasceu e vem crescendo em um ambiente paralelamente real e virtual. Por isso, o trabalho de ONGs e, sobretudo, de escolas parece ser a solução mais eficaz. Com aulas e palestras sobre o uso seguro e socialmente adequado da internet, é possível imaginar um futuro em que menos pessoas se prejudiquem com a vida em banda larga, e mais indivíduos usem esse recurso para, por exemplo, compreender melhor a frase de Andy Warhol.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/vestibular/veja-aqui-exemplo-de-uma-boa-redacao-com-base-no-tema-da-prova-do-enem-2011-feita-pelo-professor-rafael-pinna-do-colegio-de-az-2897703#ixzz1hIKIvYqo
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também = http://oglobo.globo.com/vestibular/tema-da-redacao-do-enem-2011-viver-em-rede-no-seculo-xxi-os-limites-entre-publico-o-privado-2897667

http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/tema-da-redacao-do-enem-2011-vaza

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Tema da Redação no Enem 2011


Atualizada em: 23/10/2011

A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano trouxe como tema "viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado". Os candidatos deveriam escrever sobre as redes sociais como Twitter e Facebook e como as pessoas se relacionam nesta plataforma. A informação foi confirmada pelo Ministério da Educação.

De acordo com o MEC, duas reportagens e uma tira de quadrinhos foram os textos de referência da redação. São elas as matérias "Liberdade sem fio" e "A internet tem ouvidos e memória", publicadas pela revista "Galileu" e pelo portal "Terra", respectivamente, e uma tira da série "Quadrinhos dos anos 10", do cartunista André Dahmer.

A questão das redes sociais também apareceu na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias. Segundo candidatos, compreensão de gráficos e tabelas foram exigidos na prova de matemática.


Critérios

A redação do Enem é corrigida por dois corretores de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. A nota final corresponde à média aritmética simples das notas atribuídas pelos dois corretores. Caso haja discrepância de 300 pontos ou mais na nota atribuída pelos corretores (em uma escala de 0 a 1000), a redação passará por uma terceira correção, realizada por um supervisor.

A nota atribuída pelo supervisor substitui a nota dos demais corretores. De acordo com o edital, o Inep considera que a metodologia empregada na correção das redações contempla recurso de ofício.

Será atribuída nota zero à redação: que não atender a proposta solicitada ou que possua outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo; sem texto escrito na folha de redação, que será considerada "em branco"; com até sete linhas, qualquer que seja o conteúdo, que configurará "texto insuficiente"; linhas com cópia dos textos motivadores apresentados no caderno de questões serão desconsideradas para efeito de correção e de contagem do mínimo de linhas; com impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, que será considerada "anulada".


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Tema da redação do Enem 2011 foi sobre 'viver em rede no século 21'

Alunos tinham que discutir os limites entre o público e o privado; tema era uma das apostas de professores

23 de outubro de 2011 | 16h 07


Os candidatos do Enem tiveram que escrever neste domingo uma redação sobre "Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado". Eles deveriam usar dois textos de referência. O primeiro abordava a relação entre a internet e a reputação das pessoas, afirmando que a web pode ser usada tanto para o bem como para o mal. O segundo texto mostrava como a internet afeta a vida de indivíduos e empresas e lembrava que a ONU declarou o acesso à rede direito básico do ser humano.
Uma charge do cartunista André Dahmer também serviu de apoio para a redação. Na tirinha, um homem que sabia que estava sendo vigiado falava para uma câmera.Um policial assistia a este mesmo homem falando. Ele dizia que não gosta de ser filmado e que, se o policial concordasse, os dois poderiam se juntar para acabar com a vigilância. Redes sociais também caíram na prova objetiva de Linguagens e Códigos em duas perguntas: uma sobre o Facebook e outra sobre o Twitter.

'Todo mundo sabe falar'
O uso das redes sociais como tema da redação já era esperado por professores e estudantes. Em Salvador, por exemplo, liderou a bolsa de apostas de candidatos que aguardavam a abertura dos portões do Centro Universitário Estácio da Bahia, no bairro do Stiep, para fazer a prova. "Até ontem, eu tinha certeza que seria sobre meio ambiente, talvez falando de Belo Monte", comentou Juliana Reis, de 17 anos. "Mas a prova de ontem teve tanto meio ambiente que agora acho que vai ser uma coisa completamente diferente, tipo internet ou Copa do Mundo."
O tema também foi elogiado em São Paulo, no câmpus da Unip na Rua Vergueiro, zona sul. Ingrid Pereira, de 18, aluna do 3.º ano do ensino médio, comemorou: "É algo que todo mundo sabe falar. Os jovens passam muito tempo na internet.” A estudante tem contas no MSN, no Orkut, no Facebook e no Twitter e vai tentar uma bolsa do Prouni para os cursos de Administração, Contabilidade ou Recursos Humanos.
Kaite Vargas, de 19, também no último ano do ensino médio, achou o tema fácil. “Falei sobre o Facebook e os avanços da tecnologia. Hoje a internet permite que a gente conheça pessoas novas e reencontre quem a gente não vê há muito tempo.”
'Demorei para entender o tema'
Apesar de ter não ter surpreendido candidatos, o tema foi criticado por Carolina da Costa Simões, de 21, que prestou o exame no câmpus da Uerj no Maracanã, zona norte do Rio. “Achei que o tema não tinha nada a ver”, disse Carolina, que pretende cursar Enfermagem. “Tinha outros assuntos muito mais interessantes que podiam ter caído.”
Conseguir desenvolver o tema da redação foi a principal dificuldade alegada pelos candidatos que participaram do Enem em Belo Horizonte. Mesmo assim, vários estudantes deixaram os locais de prova assim que a saída foi autorizada, pouco após as 15h30. “A redação apertou um pouco porque eu demorei para entender o tema. Depois que entendi, foi fácil”, afirmou Henrique Nepomuceno, de 17, que fez as provas no câmpus da UFMG na Pampulha.
'Relativamente tranquilo'
Para a professora do Cursinho da Poli Eclícia Pereira, o tema da prova foi "relativamente tranquilo", pois remetia ao cotidiano dos candidatos. Segundo ela,o ideal seria o estudante refletir sobre como a superexposição provocada pelas redes sociais influi na vida de cada um.
A professora, que participou da correção das redações do Enem entre 2001 e 2006, lembra que muitas pessoas não têm noção de como são mapeadas e do controle que os outros exercem sobre suas vidas a partir das redes sociais. Por isso, diz Eclícia, a redação também poderia discutir as proporções dessa vida cada vez mais pública na geração atual.
Segundo a assessoria do Inep, órgão responsável pelo Enem, a publicação do tema da redação no site do jornal O Globo antes do horário permitido para a saída dos candidatos não configura quebra de sigilo da prova, porque todos os alunos já tinham acesso ao tema 1 hora após o início do exame.

domingo, 27 de novembro de 2011

Heresia

Gostaria de saber me referir a Deus com palavras como "encantamento" e "magia" sem ser considerado herege. Mas, isso fica para aqueles que sabem manejar melhor a pena do que eu.

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Me considero alguém que possui uma crença tradicional. Porém, há dias em que eu me canso de ouvir os mesmos discursos para as verdades nas quais eu creio, o que parece se apresentar como algo feito para que eu me convença que é verdade, e, não, para que eu reconheça a verdade. Exemplo: falar que em mim falta uma parte que só pode ser preenchida por Deus. Me recuso a crer que Deus seja apenas "uma parte". Se Deus não é TUDO, Ele não pode ser mais nada!