Mostrando postagens com marcador Deus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Deus. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Pensamento antigo e atual

As barbáries cometidas pela "igreja" em nome de Deus só podem ser comparadas e, não raras vezes, superadas, pelas atrocidades realizadas por seus perseguidores.
As atrocidades, entretanto, possuem um ponto em comum: o Ser Humano se avocando como Deus.

23/10/2006

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Epitáfio

Eu tentei ... não consegui.
Mas Deus foi gracioso!

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Perguntas que as crianças respondem

Você vai para o céu?
Não! O Céu é que vem para cá!

Onde Deus está?
Ele está no meu coração! Dentro de mim.

Quem é a mãe de Jesus?
Maria

Quem é o pai de Jesus?
Deus

Como eu faço para ver Deus?
Olhando dentro dos olhos do meu amigo.

Como eu faço para estar perto de Deus?
Ele está em mim! Ele sempre está perto de mim.

Quando Deus está ao nosso lado?
Quando estamos perto do nosso amigo.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Para quê Deus criou o Humano?

Pensando nisso, relembro o Catecismo de Westminster:





Recebi, hoje, o seguinte texto:
Para quê Deus criou o homem?

Deus não criou o homem porque se sentia solitário; mas criou-o tendo em mira a Sua própria glória.
D. James Kennedy - Verdades que Transformam, pag. 112

Tenho algumas considerações a fazer:
1) eu preciso parar de pensar que Deus criou o homem, e, sim, o Humano; :-)
2) igualmente, preciso parar de pensar na criação do Humano fora da Criação total, como se o restante da criação não fosse importante (ou fosse menos importante), ou como se o Humano não estivesse intrinsecamente integrado no restante da Criação. Aliás, foi apenas no 6º dia que Deus disse: "muito bom" para TUDO, e não apenas para a criação do Humano. MUITO BOM é toda a criação integrada e com as coisas em seus devidos lugares;
3) Deus não precisava criar nada, pois não lhe é possível atribuir necessidade alguma para ser suprida;
4) inclusive, acho que sou obrigado a pensar assim, nem mesmo para a Sua Glória;
5) então, se a Glória de Deus não é acrescida em nada por nada que Ele mesmo faz, afirmar que a criação do Humano é "para Sua Glória" deve ser compreendido como?
6) creio que Tudo o que Deus faz redunda em Glória a Si mesmo, mas isso não é 'para', mas simples consequência do agir de Deus que não pode fazer nada que lhe traga reprovação. Isso faz com que todas as ações divinas produzam glória a Deus;
7) o Humano deve compreender esse ciclo e se integrar a ele. Isso fará com que suas atitudes humanas também 'glorifiquem a Deus' por consequência e não apenas por obrigação;
8) todavia, acho que a criação do Humano é melhor expressa na última apresentação do catecismo: "gozá-lo para sempre".
9) o Humano (bem como toda a criação) é um poema de Deus (Efésios 2: 10 apresenta essa realidade em relação à nós);
10) assim, acho que Deus cria o Humano para entrar nele e este Humano entrar em Deus;
11) a palavra, para mim, não é 'glorificar', mas interpenetrar-se, relacionar-se, ou, em uma expressão singela, SER AMIGO;
12) o desejo divino de relacionamento com a criação era tamanho que Deus vinha de encontro ao Humano na viração do dia, como um compadre que chega no fim da tarde para tomar um café e ficar até a noite contando causos;
13) o desejo de partilha e pertença mútua era tão grande que Deus se apresenta como posse Humana e o Humano como posse divina (serei SEU Deus, e vós sereis MEU Povo);
14) o desejo de convivência era grande o suficiente para fazer com que os contatos na viração do dia não fossem suficientes (pois o Humano se afastou de Deus), e Deus desejasse tabernacular com o Humano (o que foi feito no deserto, em Jesus Cristo, e, finalmente, pelo Espírito Santo);
15) por isso, a expressão gozá-lo (desfrutá-lo) para sempre é mais relevante para mim e demonstra mais o caráter amoroso de Deus do que, 'simplesmente', 'glorificá-lo'.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Conversa de Homem para Homem

Ontem o Mateus me surpreendeu por duas vezes.
A primeira, quando vieram me pegar no trabalho para voltar para casa.
Ele já havia conversado com a Jaque, mas me disse: Estou preocupado, porque não sei como vou conseguir arrumar uma namorada.
Fazer o quê? Achei que teria essa conversa primeiro com a Giovana e não com ele, em especial, aos cinco anos.
Falei, então, para ele não se preocupar porque nós iríamos ajudá-lo a encontrar alguém legal, principalmente, porque o Papai do Céu estaria procurando alguém legal, também, e bastava que ele conversasse com Deus para ir aprendendo a ouvir a voz Dele e, no momento certo, Deus iria indicar alguém para ele namorar.
Ele me perguntou como eu conheci a Jaque e foi legal falar disso para ele, de como Deus nos uniu.
Disse que o que ele precisa agora é aprender a conhecer a Deus e fazer as coisas de criança, como jogar bola, estudar, brincar, e conhecer mais a Deus. Também falei que nós iríamos ajudar e que, provavelmente, ele iria encontrar sua namorada só na faculdade e que deveria, inclusive, ser sua amiga antes de ser sua namorada.
Parece que ele entendeu :-)

Depois, no fim da noite ele me disse na cozinha, antes subir para dormir: Agora, vamos orar a Deus para que você pare de comer unha.
Oramos juntos, ou melhor, ele orou por mim pedindo para Deus me ajudar a parar de comer unha e eu o agradeci.
Ele disse, antes de subir, que agora, quando eu colocasse a mão na boca Deus iria fazer eu abaixar a mão na mesma hora.

Hoje (17/04/12) de manhã, enquanto tomava banho, ele senta do meu lado e me pede para ver se eu ainda comia unha.

Estou impressionado e muito feliz!

E não é que até agora, quando olho para minhãs mãos eu não consigo nem colocá-las perto da boca?!?!

Que Deus continue fazendo-os crescer em graça, sabedoria e santidade. Com um coração sempre pronto para ouvir e obedecer a Deus. E um sorriso sempre alegre nos lábios.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Nudez

Os olhos dos dois se abriram, e perceberam que estavam nus; então juntaram folhas de figueira para cobrir-se.
Ouvindo o homem e sua mulher os passos do Senhor Deus que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim.
Mas o Senhor Deus chamou o homem, perguntando: "Onde está você? "
E ele respondeu: "Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi".
E Deus perguntou: "Quem lhe disse que você estava nu? Você comeu do fruto da árvore da qual lhe proibi comer?"
Gênesis 3:7-11 - NVI

Após ouvir a mensagem do Cláudio, ele se refere, no final, à pergunta de Deus: "Quem lhe disse que você estava nu?". E, então, pensei diferente.

Sempre imaginei esta frase de Deus como uma repreensão, em especial, pela sua continuação. Mas, agora, gostaria de começar a aprender diferente.

Talvez, a ênfase de Deus, e aqui preciso colocar em uma linguagem que eu possa entender depois, foi mais ou menos assim:

(DEUS) - Adão! Eva! Onde vocês estão? Vamos conversar! Cheguei e estou louco para contar algumas novidades e ouvir o que aconteceu com vocês hoje! Vou começar a esquentar a água. Estou com o gosto daquelas bolachinhas de nata que a Eva faz ontem até agora na minha boca e quero ensinar um acompanhamento excelente para elas! Ei!, aonde vocês estão?!?!

(ADÃO) - Deus, espera um pouco que não estamos encontrando nada apropriado para vestir nessa ocasião! Não podemos nos encontrar contigo sem uma roupa apropriada para esta ocasião...

(DEUS) - Ah! Essa foi boa! Vocês estão preocupados com o quê? Ontem eu vim aqui, como aliás, em todas as outras vezes, e não houve toda essa cerimônia. Com quem vocês acham que vão conversar? Com Deus?!? HAHAHAHAHAHAHAHA

(ADÃO) - É que hoje estamos nos sentindo diferentes, sabe, um pouco despreparados. Nus, talvez, seja a palavra mais adequada...

(DEUS) - Que é isso! Venham logo para cá e vamos conversar! A água já está esquentando. Vou ensinar vocês a fazer café para comerem com aquelas bolachas de nata. É fantástico! Nus ... que idéia! Como se eu não tivesse criado vocês assim! Desde o início vocês estão nus diante de mim. Aliás, essa é a única forma de um relacionamento dar certo. Vocês estarem nus diante de mim e eu me desnudar a vocês...
Adão, a nudez é necessária para a liberdade e um relacionamento pleno. Se você está nu, não pode ser dominado por ninguém. É escondendo coisas que propiciamos o segredo capaz de gerar dominação. Eu fiz vocês à minha imagem e semelhança, sonhadores e capazes de concretizar seus sonhos. E, como não tenho nada o que esconder, fiz vocês nus para que eu, também, estivesse nu diante de vocês. Ora Adão, eu sempre estou nu na presença de vocês. E vocês sempre estão nus na minha presença. Ademais, não pretendo criar roupas! hahahahaha....
Maaaaaaas, peraí!?! Quem foi que disse para vocês que estavam nus!??? (pensativo) ... Nããããããããooooooooo!!!! (assombrado) Vocês comeram da árvore que eu falei para não comer? (tudo, menos irritado) Pá-pá-pá-pá-pá-pára tudo!! Vamos começar de novo: "Quem lhe disse que você estava nu?" Vocês estão brincando, né?! "Você comeu do fruto da árvore da qual lhe proibi comer?"

Segue-se a história e o Ser Humano começou a fazer café (apesar de não conseguir mais ficar nu em seus relacionamentos) na esperança de que Deus pudesse se sentar à mesa com ele novamente.
E sempre que Deus sente esse cheiro, Ele vem ao nosso encontro nu, embora sabendo que irá nos encontrar vestidos...

==
Agora, imagino esse diálogo, mais ou menos assim.
Um Deus que é Amor e diz "não acredito que vocês fizeram isso!"
Um Deus que é Amor e diz "Bem... as consequências virão. Vamos continuar a história... Eu estarei aqui!"

Sei que há várias incongruências teológicas que podem ser elencadas, como a soberania ou onisciência de Deus. Mas não me preocupo com isso. Deus continuará sendo tudo o que é com minhas teologias certas ou erradas.
O que entendo é que Ele me chamou e criou para que um relacionamento entre nós pudesse existir. E penso que essa é a ênfase maior de Seu amor: amar um ser completamente incoerente (pecador, na linguagem teológica). E se relacionar comigo nu.

É mais do que hora de eu aprender a fazer café ...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pensamentos

Lendo o livro Fonctionnaires de Dieu de Eugen_Drewermann deparei com a seguinte frase: (transcrever depois).

Fiquei, realmente, pensativo nessa questão, principalmente, porque não tenho conseguido compreender mais o amor de Deus (amor falando de Deus não é possível utilizar a preposição 'de' como se fosse uma parte de Deus, mas, como a Bíblia O define como SER Amor, e não apenas tendo amor, o melhor seria Amor-Deus, eu penso), ou o Amor-Deus (ou o normal, ainda que não mais tão expressivo face o desgaste do termo, Deus-Amor) como nas formas que tenho sido ensinado até o momento.
Friso que a linguagem, para se referir a Deus, jamais será efetivamente conclusiva, mas, como não conseguimos nos expressar de outra forma além da linguagem, é assim que tem de ser.
O Mistério Divino, como escreveu Leonardo Boff, sempre nos leva à estupefação e ao silêncio contemplativo, porém, o silêncio é sempre após a busca e ao suor do estudo e pensamento, não antes, para não ser preguiçoso. Portanto, antes de me calar, preciso pensar, e pensando, escrevo para admirar o Mistério após a escrita. Creio que Deus não tem receio de nossos pensamentos.
Bem, continuo...
Não consigo compreender bem um Amor que faz seu Filho morrer. E isso contrasta pelas seguintes passagens:
- Se vocês são maus e sabem dar boas coisas aos seus filhos ...
- Eis o meu filho amado ... a ele ouvi!
- A parábola dos lavradores maus.
- O sinal de Jonas.
- A história de Jonas.
- João 1: 10-12.
- Abraão e Isaac (conforme a exegese de Hebreus).
- João 3: 16 (onisciência, vontade e determinismo - ou, saber o que vai acontecer não significa fazer acontecer, nem querer que aconteça)

Antes de ser herege, compreendo a imprescindibilidade da morte de Cristo para a nossa salvação. Mas preciso entender melhor o Amor-Deus e a responsabilidade minha em toda essa situação.

É fato indiscutível o relacionamento de amor/partilha/união (cumplicidade é uma palavra que gosto, embora pericorese seja um termo teológico intrigante e que estou aprendendo a entender) entre as pesoas da Trindade. Assim, o Pai ama o Filho (apenas para ficar entre esses dois). E, igualmente, Deus ama Sua criação (na qual os Seres Humanos estão incluídos. Outro absurdo do qual tenho tentado me livrar, e por vezes atos-falhos acontecem, é o de pensar que Deus quer salvar apenas os Seres Humanos, quando, na realidade, penso que a real salvação EM CRISTO engloba toda a CRIAÇÃO. Relevância ou Preferência, ou ainda, qualquer outra palavra que limite a salvação ao Humano, demonstra apenas nossa míope incompetência/arrogância/egoísmo e necessidade de sermos salvos)

continua depois ...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Deus Jurídico

Apesar de ser advogado, não concordo com a forma jurídica para expressar Deus.

Ele, de fato, pode ser expressado por várias formas e nuances, inclusive, há textos bíblicos expressos nos quais podemos encontrar expressões comuns ao "juridiquês" como JUIZ, ADVOGADO, CÉDULA DE DÍVIDA, e outras mais. Todavia, das várias formas que podemos expressar Deus em nossa linguagem, para hoje (se serviu para o passado isso foi relevante no passado), considero que a forma jurídica é a menos adequada.

Para isso, não preciso de referências ou citações que me fundamentam o pensar. O melhor, no caso do falar sobre Deus, é que citações de pensadores são desnecessárias quando Deus se expressa em relacionamentos, em amizade, em família. (Eu bem sei como é relevante observar o agir de Deus em vários outros irmãos com o passar dos tempos, mas isso não serve como 'argumento de autoridade', pois toda a autoridade e argumento deve ser, e pode ser, confrontado. Como os irmãos de Beréia assim fizeram com Paulo).

Agora, um pensamento que vez ou outra me tem assaltado. Não refuto os fatos que estão expressos na história e no meu coração. Porém, o que não tenho conseguido admitir é que uma explicação jurídica possa servir de resposta final à questão. Se tenho resposta?! Não! Aceito os fatos e as verdades nele expressas, mas não consigo mais aceitar a interpretação desses fatos sob um arcabouço jurídico determinístico.
Como esse blog serve para apresentar minhas indagações para mim mesmo, escrevo o que penso para depois pensar melhor.

Deus não pode ter "entregue" seu Filho para morrer, como consequência do cumprimento de uma Lei ou algo assim. O que penso que deve ser compreendido, nesse caso, é o que a Parábola dos lavradores maus indica (Mateus 21: 33-46).
Da mesma forma que Deus "se arrependeu" (sem se arrepender) Deus "não acreditou" (mesmo sabendo que assim seria) que os homens eram capazes de vê-Lo e não O reconhecer. Deus "não acreditou" (mesmo sabendo que assim seria) que os Humanos seriam capazes de, diante do próprio Deus, revelarem a intenção pior de seus corações: matar o filho para ficar com tudo. Matar o Filho de Deus para ficarem consigo mesmos. Matarem o Filho de Deus para "serem iguais a Deus", "para fazerem seu nome grande" como em Babel.

Mas em Seu amor, Deus não se manteve afastado após a morte de Seu Filho, mas o Ressuscitou e veio requerer o que é Seu, como na Parábola.
Graças a Deus por isso.

Não sei se isso refresca alguma coisa para alguém, mas, para mim, já ajuda a fugir das metáforas jurídicas de Deus e compreender um pouco mais da questão do Seu Beneplácito, Sua Vontade Livre e Soberana para agir em Amor, e não condicionado por lei nenhuma, nem pela lei do pecado ou de alguma outra coisa que inventamos que seja capaz de obrigar Deus a agir de uma forma ou de outra.

Como disse, o pensamento não fica concluído, mas apenas iniciado.
O Pai de Amor não "entregou" Seu Filho Amado para morrer, mas, antes, o enviou para Se Revelar a nós. E "nós não o recebemos, mas a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus".